04/09/2012

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Meus Poemas-38.



Meus Poemas-38.
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A HORA.

Porque não andas ceifando,
Pois o campo maduro está?
No campo não andas lavrando,
Nem no mar andas pescando,
Nem lanças-te as redes lá.

O cardume que ao lado passou,
De quem sempre deteve a rede,
O pescador que não se importou,
Nem a planta seca regou,
Não sabe o valor da árvore verde.

E a hora que vem a chegar,
Como cavalo que toma o freio,
No mar já não se pode pescar,
Nem no campo maduro ceifar,
Porque Jesus Cristo já veio.
Por: António Jesus Batalha.

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VÃO ANOS.

Passam dias e anos, e teus pensamentos,
Sem que teus olhos vejam a luz do dia,
Num viver constante, de tanta agonia,
Em tristezas e constantes tormentos.

Com coisas inúteis, ocultos lamentos,
Que deixam odor de grande enxovia,
O mal deste mundo te destrói e desvia,
Do que podia ser, de grandes momentos.

A Deus eu clamo, por ti que adormeces,
Parece que essa vida é inevitável,
Mas Deus te ama, e tu te esqueces!

Que Ele veio ao mundo, sofreu, para te ver
A descansar no Seu seio inviolável
Para encher de gozo e paz, todo o teu ser.
Por: António Jesus Batalha.

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UNIDOS.

Viver longe, do mundo maldito,
Não haja no coração a vil tristeza,
Viver unidos, como a rocha e granito,
Falando do Mestre com vera pureza
Mostrando ao mundo a pura firmeza,
De um coração arrependido e contrito.

Viver singela pureza e grande alegria,
Testemunhando ao mundo da verdade,
Com graça e amor, unidos a cada dia.
E juntos repartimos comemos o pão,
É esta sim a religião da liberdade,
Caminhar na luz e amando o irmão.
Por: António Jesus Batalha.

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VOZES.
 
Soa as vozes das árvores e do vento,
Como que passando sonho doloroso,
Padecendo com grande dor e tormento,
Expressando seu grande sofrimento,
Embalados por encanto poderoso.

Chilreiam com graça as aves do céu,
Num grande clamor misterioso,
Dizem que nada têm de seu,
Esperando o que Deus lhe deu,
Porque de sua vida é cuidadoso.

E tu que tão grande valia tens,
Para Deus,porque por ti tudo deu,
Seu Unigénito que por ti morreu,
Para dar-te morada no céu,
Porque agora a Ele não vens?
Por: António Jesus Batalha.

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SOPRO.

O grande amor ao dinheiro,
Dos que as mãos do pobre despem,
Como que o vento na força abrisse,
As janelas do corpo nu.
Rasgam a vida do pobre,
Como sol que abrasa o deserto,
Rios que correm para o mar,
Sem controlo insaciável.

Crescem como árvore desalinhada,
Como noite escura que vem caindo,
E o pobre que na vida vai,
Chorando sem ter um sonho.
Mas sei que um dia Ele virá,
Como um sonho que de repente,
Se abrisse o mar e solto o vento.
Traz galardão para toda agente.
Por: António Jesus Batalha.



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